Bons Exemplos
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Há filósofos que nos dizem que o meio transforma as pessoas. Outros alegam que são as pessoas que transformam o meio. Quem está correto?
Alguns exemplos:
Na Suécia, na Volvo ou em qualquer outra grande empresa, quando um funcionário chega cedo à empresa, ele estaciona seu carro no local mais distante, pois sabe que tem tempo para chegar ao local de trabalho, deixando a vaga mais próxima para o colega que porventura se atrasar. E nós?
Nos EUA, quando você não quer mais seu calçado, por exemplo, você embrulha, fixa uma etiqueta com o número, e o coloca no muro em frente da casa. Nessa minha viagem a Califórnia conheci diversas feiras de doações de coisas de casa, calçados, roupas por preços simbólicos, outros free, grátis.
Na Suíça, e também em praticamente toda a Europa, você compra o tíquete para andar de trem nas máquinas eletrônicas, mas não há uma fiscalização conferindo se você está ou não com o tíquete, e os europeus pagam religiosamente para não pagar imposto sobre a consciência.
Enfim, exemplos como estes são muitos.
E por aqui, em nosso país, quando vamos chegar a esse nível de civilidade?
No passado, alguns de nossos meios de comunicação propagam a lei do jeitinho brasileiro, aquela do Gerson, segundo a qual devemos levar vantagem em tudo. Talvez se não pararmos de fazer apologia à lei do menor esforço e de aplaudir a figura do malandro que sempre se dá bem, não cresceremos, continuaremos a nos comportar como moleques mal-educados.
A boa notícia é que existe um movimento contrário, por exemplo, alguns hotéis, em vez de conferirem o consumo do frigobar nos apartamentos, estão confiando na palavra dos hóspedes e o índice de veracidade na informação ultrapassa a casa dos 90%. E muitos outros exemplos positivos tenho visto Brasil afora.
Talvez se fizermos o dever de casa provavelmente a geração futura será melhor do que a nossa e assim, nossos filhos poderão ser os protagonistas de um mundo realmente melhor. Que planeta deixaremos para nossos filhos, é uma pergunta. Mas que filhos deixaremos para o planeta? Talvez seja essa a questão correta.
É assim como o mundo me parece hoje. E você, o que pensa sobre isso?
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Artigo veiculado na Rádio Som Maior Premium no dia 25/05/2011 e publicado no Jornal A Tribuna no dia 26/05/2011. Leia artigos inéditos neste espaço a partir de março de 2012.