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Beto Colombo

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João Carlos Martins e a Resiliência

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Resiliência é a arte de transformar toda energia de um problema, toda energia de um fracasso e dar a volta por cima com uma solução criativa.

A resiliência, ou seja, a forma como lidar com o fracasso e usar seus defeitos em benefício próprio é uma das qualidades mais importantes das pessoas de sucesso.

Segundo o Aurélio, é a propriedade pela qual a energia armazenada em um corpo deformado é devolvida quando acessa a tensão causadora de tal deformação elástica.

Dias desse assisti num canal fechado um concerto do pianista e maestro brasileiro João Carlos Martins. Para mim, resume tudo o que quero dizer sobre resiliência.

Vejam só. Em 1970 ele foi jogar futebol e bateu a mão direita numa pedra, passou por cirurgia e por não poder mais usar a mão, resolveu encerrar a carreira. Logo encontrou um novo modo de usar a mão direita e voltou a cena.

Oito anos depois, teve LER (Lesão por Esforço Repetitivo) nessa mesma mão. Não se deu por vencido e meses depois estava regendo com a mão esquerda.

Durante um assalto na Bulgária levou um tiro e por oito meses fez tratamento hospitalar para reprogramar o cérebro e voltou a atuar no mesmo ritmo do início da carreira.

Anos depois, teve um tumor e perdeu os movimentos da mão esquerda definitivamente. Não se deu por vencido e aprendeu a reger a orquestra com os olhos. Enquanto se recuperava de lesões, foi treinador e empresário do lutador de boxe Eder Jofre, onde recuperaram o título de campeão mundial.

Essa história confirma uma pesquisa da empresa de consultoria Caliper Humam Strategies, onde distinguem que os profissionais com maior desempenho são os que têm resiliência e otimismo.

O equilíbrio humano é como a estrutura de um edifício, as fissuras e rachaduras aparecem se a pressão for maior que a resiliência.

O ser humano resiliente, para mim, desenvolve a capacidade de recuperar-se e moldar-se a cada obstáculo e desafio.

Se nós estamos passando por situações difíceis e complicadas, lembremo-nos: não importa quantas vezes caímos, o importante é quantas vezes podemos nos erguer. Muitos nascem resilientes, mas a maioria aprende a ser resiliente.

Aqui vão algumas dicas que a meu ver são importantes como no exemplo do maestro: manter um lar em equilíbrio, praticar esporte e relaxamento, ter um projeto de vida e concentra-se nele, rir do próprio problema, usar a criatividade para quebrar a rotina, transformar-se num otimista incurável, separar bem quem você é e o que faz.

Para que se abater? É como na música da Beth Carvalho: “Levanta, sacode a poeira e dê a volta por cima”.

Eu sou Beto Colombo e hoje acredito nisso.
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Artigo publicado no Jornal A Tribuna em 22/10/2009.

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