Pombos, galos, cachorros, águias, gatos, ratos, cobras, cegonhas, homens, cavalos, bois, cabras, jegues, corvos... Talvez aqui possa surgir uma pergunta: por que o homem está nesta lista de animais?
Em muitos momentos, na Espanha no caminho de Santiago de Compostela, foi como me senti, um animal.
No mundo animal, não há necessidade de conquistar mais do que se tem. A simplicidade da chuva, a luz de uma estrela, a leveza do pássaro, daquela águia voadora, a persistência de uma formiga, tudo isso simplesmente é.
Por que se preocupar tanto com o comer, o morar? As aves do céu não plantam, não trabalham e não falta o que comer e onde morar. Grandes momentos se vivem aqui. Relaxa-se a mente e, aos poucos, reaprende-se a desfrutar a integridade, a felicidade e simplicidade perdidas.
Nossa vida é cheia de batalhas inúteis. Alguns de nós sofremos por histórias infelizes do passado como se elas ainda estivessem acontecendo. Quando não conseguimos nos desviar dos pensamentos negativos, eles diminuem nossas chances de sermos felizes.
Já no 21º dia de caminhada, imagine quantos pensamentos foram e voltaram? O mesmo pensamento vai e volta, insiste em desviar-me do meu eu interior, e o exercício é: “opa, esse assunto eu já encerrei ontem, então não quero mais pensar nele”. Outro pensamento repetido transpõe, e a saída é a mesma. “Cai fora que com você eu já passei uns três dias”. E, com esse exercício, aprende-se a relaxar, a meditar e a colocar a nossa consciência no que verdadeiramente é, não no que pensamos que é. Muito legal.
Eu sou Beto Colombo e hoje acredito nisso.
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Artigo publicado no Jornal A Tribuna em 19/11/2009.
Nelson da Conceição - 04/03/2010
gosteu muito do segundo paragrafo...
eu sempre pensei da mesma forma como um animal racional...
voltar nas nossas origens como um animal, sem o capitalismo selvagem,voltarmos a ter a tranquilidade de um passaro que voa nos horizontes com paz e traquilidade...
quem sabe o animal homem acorda na realidade da vida e volte a vivenciar a natureza e ao seu redor, sem ódio, e sim a Paz para a humanidade... eu sonho e sempre vou sonhar... Amém!
Ana Lucia Pintro - 04/01/2010
O filme Avatar deixou-me profundamente emocionada ao falar da relação com a natureza. Entendi como uma explicação sobre os mistérios de nossa relação com a natureza: "temos em nós uma energia emprestada que um dia terá que ser devolvida". Achei isso lindo!
Reginaldo Queiroz Mendonça - 23/11/2009
Parabéns pelo o seu artigo.
O homem muitas vezes não lembra de onde veio e nem para onde vai.
Em outro momento, jamais ele pensa em ser o outro.
O 1º parágrafo é de muita reflexão.
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